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                                                                                                           CUMPRI MEU DEVER

 

Veja entrevista concedida por Raimundo Colombo. Ex-governador fala sobre denúncias envolvendo seu nome,
sobre candidatura de Merísio e comenta sobre seu governo:


O senhor teve o nome bastante potencializado durante este segundo mandato até com perspectiva de um projeto nacional. As denúncias envolvendo seu nome frustraram a ideia? Ainda existe alguma possibilidade de o projeto ser retomado?

 

Não existe. Eu não trabalho com ela. Falando a verdade, esta foi uma coisa que inibiu porque eu tinha primeiro de esclarecer isso, senão pareceria que não estávamos dando bola. O segundo fator relevante foi a crise. Não adiantava eu dar palestra no Brasil inteiro e o barco afundando aqui no Estado. Parei com tudo e vim cuidar dos números, da gestão. Até a relação política diminuiu, porque era obrigado a, todo o dia, fechar o caixa e ver os desafios que se apresentavam e o que estava acontecendo com os outros estados. Mas isso não é uma frustração. Se vier a oportunidade, não vou fugir disso. E, se não vier, acho que eu já cumpri meu dever. Nós começamos aqui com sonhos e muitos deles se realizaram.

 

 


O que diz das declarações do ex-deputado Júlio Garcia de que Merísio é um candidato muito fraco?

 

Em um partido, temos muitas lideranças e as pessoas têm de ter a liberdade de dizer o que pensam sobre mim ou qualquer outra pessoa. O Júlio Garcia é um grande amigo e de muita qualidade, assim como também é o Merísio. Eu entendo que o diálogo vai fortalecer todos nós e a caminhada vai ser em conjunto. Este deve ser o nosso esforço.

 

 

 

 

Alguma coisa que gostaria de ter feito, mas que não conseguiu fazer em seu governo?

 

Tem momentos alegres e felizes  e tem momentos tristes e difíceis. Quando não se vê uma obra sendo realizada. Ver a burocracia ganhando o jogo da gente. Ver pessoas que não querem ajudar. Mas isso é a vida. Não é diferente do que qualquer ambiente humano em que a gente vive. E a política é isso: aflora o melhor das pessoas – o que é uma coisa impressionante-, e aflora o pior também.

 

Entrevista concedida para http://www.ediario.com.br na cidade de Lages.